O Brasil caminha para um verão sob influência de um dos episódios de El Niño mais fortes já monitorados. Segundo a Nota Técnica Conjunta INPE/INMET/Funceme/Censipam (atualização de junho/2026), a probabilidade de o fenômeno se consolidar entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027 passa de 95%, podendo evoluir para intensidade forte ou muito forte. O boletim mais recente do INMET (agosto/2026) eleva essa certeza: 100% de probabilidade de o fenômeno permanecer ativo até o início de 2027, classificado como “muito forte” entre a primavera e o início do verão. Importante: essa porcentagem se refere à persistência do próprio fenômeno El Niño — não é uma garantia de impacto ou dano local em nenhuma cidade específica, incluindo Nova Iguaçu e a Baixada Fluminense.

Os efeitos devem começar a partir de meados de setembro, no fim do inverno, se intensificando na primavera e verão — com pico de maior probabilidade de intensidade muito forte concentrado entre novembro/2026 e janeiro/2027, segundo o Painel El Niño 2026-2027 do INMET.

O que isso significa para o Rio de Janeiro e a Baixada Fluminense

A Nota Técnica Conjunta, no recorte regional para o Sudeste, aponta possibilidade de anomalias positivas de chuva alternadas com episódios de estiagem e veranicos, além de temperaturas médias mais altas — com mais persistência de massas de ar quente, principalmente na primavera e verão. Reportagem da ClimaInfo detalha que a Baixada Fluminense, especificamente, deve enfrentar calor intenso, baixa umidade e piora da qualidade do ar, somados a inundações decorrentes das chuvas — um padrão que a região já vem sentindo: Nova Iguaçu decretou situação de emergência em 22/02/2026 após temporal, e registrou rajadas de vento de até 119 km/h na primeira semana de agosto/2026.

O que já está em andamento

Segundo a Band News FM e a ClimaInfo, a Prefeitura do Rio anunciou R$ 1 bilhão em medidas preventivas — incluindo dois novos piscinões contra enchentes, ainda em obra — e mobilizou mais de 50 órgãos municipais em cerca de 50 protocolos operacionais, com monitoramento de risco atualizado a cada quatro horas, priorizando crianças, idosos e população em situação de rua. A Confederação Nacional de Municípios recomenda que cada município atualize seu plano de contingência, mantenha limpeza de drenagem urbana em dia e organize compra emergencial de água, alimento e itens de higiene com antecedência — não há, até o momento, confirmação nesta base de que Nova Iguaçu ou os demais municípios da Baixada já publicaram um plano equivalente ao da capital.

Como se preparar agora

Independentemente da confirmação de alerta, montar um kit de emergência doméstico é uma medida de baixo custo e alto retorno: água (2 litros por pessoa/dia — a única quantidade com respaldo oficial confirmado), alimento não perecível, cópia de documentos, kit de primeiros socorros, medicação de uso contínuo com receita, lanterna e rádio a pilha. Empresas, comércios e associações da região podem aprofundar o tema no nosso artigo “Super El Niño e continuidade de negócios” (07/08/2026).

Canais oficiais para acompanhar em tempo real

Números conferidos em 13/08/2026 — confirme sempre no canal oficial antes de discar em uma emergência real, já que contatos públicos podem mudar.

  • Defesa Civil: 199 (tridígito nacional)
  • Corpo de Bombeiros: 193
  • SAMU: 192
  • Na cidade do Rio de Janeiro: Centro de Operações (COR – cor.rio), Alerta Rio (alertario.rio.rj.gov.br) e Central 1746 (atendimento ao cidadão da Prefeitura, inclusive para Defesa Civil)
  • Em Nova Iguaçu: além do 199 nacional, a Secretaria Municipal de Defesa Civil mantém uma linha direta complementar, (21) 3779-0660

Este conteúdo é material de apoio e preparação da Alencar Consultoria, com base em fontes oficiais citadas acima — não substitui alerta oficial em tempo real.


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